terça-feira, 29 de setembro de 2009

domingo, 20 de setembro de 2009

Aquele do Nietzsche

Ontem vi o filme “Quando Nietzsche chorou”. Segue a sinopse do UOL:

Produção baseada no livro de grande sucesso, que também já virou peça de teatro, do escritor Irvin Yalom. O filme conta a história fictícia de um encontro entre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (Armand Assante de Tudo por Dinheiro) e o médico Josef Breuer (Ben Cross de o Exorcista - O Início), conhecido por ter sido o mestre do pai da psicanálise, Sigmund Freud (que também aparece no filme na pele do ator Jamie Elman de o Preço de Uma Verdade). O filme se passa na época em que Nietzsche ainda é um filósofo desconhecido e com tendências suicidas. Ele está desesperado depois de se apaixonar por uma amiga, que acaba procurando o doutor Breuer para ajudá-lo. O médico, por seu lado, está envolvido emocionalmente por uma de suas pacientes. Assim, os dois começam mais do que uma ánalise, um verdadeiro conflito psicológico. O médico acaba envolvido pelas idéias de seu paciente mais famoso, e começa a perceber coisas que nem imaginava sobre si mesmo. O filme tem um diálogo forte que explora campos interessantes da filosofia e da psicologia.

Eu não li o livro, mas como sempre, imagino que seja MUITO melhor que o filme, que tem uns efeitos tosquinhos e uma montagem meia boca. Achei o Freud meio manezinho (hehehehe), mas minha crítica negativa ao filme pode ser por causa da minha antipatia com a Psicanálise (crianças, vocês me proibiram de falar muito detalhadamente sobre assuntos da Psicologia, então não vou defender tão arduamente minha posição aqui, basta saber que acho a Psicanálise interessante para conhecer, mas não para defender! Meus interesses são outros em Psicologia. Releiam o finzinho do post do Dom Casmurro e terão uma noção da minha birra com a Psicanálise...hehehehe). Fora a parte negativa que já comentei, o filme é legalzinho, principalmente pra assistir depois das aulas introdutórias de Psicanálise, muito do que o professor comentou, conseguimos vizualizar ali, algumas vezes escancaradamente, outras nem tanto.

Só mais uma coisinha: o Nietzsche “matou” Deus e depois não sabe porque é solitário e angustiado...ele matou a única pessoa que poderia estar com ele em todo tempo e ainda carregar o fardo pesado que cismamos em juntar!!

O próximo filme vai ser “Freud além da alma”, vamos ver se nesse ele fica menos manezinho! hehehehe

Aquele do Dom Casmurro

Essa mesma professora passou um trabalho interessante (convenhamos, já foi cientificamente provado que maluquice e a criatividade caminham de mãos dadas!).

O trabalho consiste em ler algum livro da nossa literatura brasileira (um dos clássicos do Realismo ou Naturalismo) e fazer uma análise psicológica dos personagens, do enredo, associar às teorias do Darwin e tal.

Estou lendo Dom Casmurro e ler com um olhar mais crítico, em busca de características que passariam despercebidas numa leitura comum, tem sido bastante interessante. Que o Machado escreve bem, nuca duvidei, mas existem detalhes da psique humana que ele relata, que ainda tenho minhas dúvidas se foram realmente intencionais ou não. De qualquer forma, ele sabia criar e descrever personagens, disso eu não tenho dúvidas!

E cá pra nós, eu ainda tenho dúvidas se a Capitu traiu ou não o Bentinho...as vezes acho que sim, dissimulada como ela, impossível!! Mas mente fértil como a dele também nunca vi!! Até porque, quem narra a história é ele (Bentinho) e, portanto, só temos a sua visão dos fatos, que já está marcada pelo ciúmes e desconfianças. Realçar os traços negativos de Capitu durante a sua narrativa não custa nada... nós mesmos damos ênfase onde queremos quando contamos uma história, não é?

Aquele da aula de Psicologia Comparada

Esse período to tendo aula com uma professora um tanto quanto maluquinha!
Só pra vocês terem idéia, na hora da chamada, nada de falar “presente” ou “aqui”. Ela não marca presença se não falarmos no código dela:

UM: quando estamos chateados
DOIS: quando estamos mais ou menos
TRÊS: quando estamos bem
QUATRO: quando estamos ótimos!

Te contar, cada uma que me aparece!

Aquele da Agata

Esse post é só pra colocar a fotinha da Agata e seus rebentinhos!! Coisa fofa!





Aquele da caixa de leite

Quarta-feira, 18 horas. Chego em casa, abro o portão. Não ouço a Nina como de costume. Abro a porta da sala e bato pra fazer barulho...nada da Nina. Vou até meu quarto, abro a janela e olho pra fora, tudo escuro. Vejo a Nina parada igual estátua na grama. Chego o rosto mais perto da janela pra ver melhor. Um ser estranho...a Nina com uma caixa de leite encaixada na cara!! Tive que forçar pra sair...não me perguntem como ela conseguiu o feito!! Só Deus sabe quanto tempo ela ficou desse jeito!! Tava sem máquina e nem tive como tirar foto.



quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças



A Júnia conhece muito bem a minha fama de não reconhecer atores em filmes. Quase sempre quando víamos algum filme a conversa era assim:

— Esse ator (atriz) fez que filme mesmo?!

— Ai, Nádia, esse é aquele ator (atriz) que você ADORA!!

— Ahhh é!! — pensativa — Mas qual o nome mesmo?!

No começo ela até falava o nome, mas depois de alguns anos, ela me lançava aquele olhar fulminante e se recusava a desvendar o mistério e eu passava o resto do filme sem prestar atenção na história, só tentando imaginar em que filme eu tinha visto o bendito(a) ou o nome dele(a)...Geralmente eu não conseguia nenhum dos dois e tinha que esperar os créditos finais pra depois procurar no IMDB e saciar minha curiosidade.

Eu não tenho culpa se só consigo reconhecer as verdadeiras celebridades do cinema...aliás, eu sou uma celebridade segundo o Facebook, já que o próprio não me deixou postar a MINHA foto no MEU perfil, alegando que eu não poderia usar fotos de celebridades como identificação!! É fato, só não sabia q minha fama tinha ido tão longe! hehehe

Pois bem, o problema é que, se eu não reconheço pessoas famosas, imaginem as “comuns” (entre aspas mesmo, porque ninguém é comum, certo?!).

Já entrei em loja e a vendedora veio feliz me atender:

— Oiiiiiii!! Você já foi do CEI, não é?! Lembra de mim?!

E eu tive que lançar meu sorriso mais simpático.

— Não... Desculpa, sou péssima fisionomista!

E a pessoa ainda insiste:

— Ahhh! Mas é porque eu tinha o cabelo assim assado...eu andava com a fulana e a beltrana... lembrou?!

E mais uma vez um sorriso e um aceno de cabeça seguido de um minúsculo e abafadinho:

— não...então, que vestido lindo, quanto é?!

Teve uma vez que a Júnia freqüentava uma igreja diferente de mim e no aniversário dela, marcamos pra ir num rodízio. Ela tinha chamado um pessoal da igreja...

A cena: Eu sentada comendo. Chega um amigo da Júnia da igreja. Ele olha pra mim e vem rindo falando:

— Eu te conheço... lembra de mim?!

Bendita pergunta que deveria ser banida da face da terra!! Eu com a boca toda cheia de pizza, não podia nem lançar meu sorriso simpático, só fiquei olhando com cara de bocó e ele completou:

— Alexandre, a gente estudou junto no IBCEI...a gente voltava de carona junto...

— Ahhhhh!! Alexandre...agora to lembrando!

ONFS!!

Fora os micos de não reconhecer, já entrei no elevador da UFRJ na minha primeira semana de aula, encontrei um carinha que já estava parado lá dentro quando a porta abriu no térreo e pedi:

— Sétimo, por favor!

O carinha nada...achei que eu tinha falado baixo, fui lá e eu mesma apertei o botão...saimos os DOIS no sétimo e só na sala fui descobrir que ele era meu colega de turma!!

ONFS...again!!

Agora, os mais recentes...

No início do ano, eu estava saindo pra almoçar quando um dos seguranças lá do trabalho veio todo sentido reclamar que eu passei por ele no centro da cidade, à noite e não falei com ele!! O caso é que ele trabalhava alguns dias da semana, no portão dos fundos por onde eu só passava na hora do almoço e, além disso, nossa “conversa” se limitava a um “oi, tudo bem?!” e um sorriso (é, eu sou risonha mesmo!), quando eu passava por ele nesse horário.

Agora imaginem minha situação: PROBLEMA EM RECONHECER PESSOAS + PESSOA FORA DO CONTEXTO + NOITE + ASTIGMATISMO = SITUAÇÃO DELICADA NO TRABALHO!

Tudo foi contornado com minha explicação de que sou péssima em fisionomia... contei pra ele a historinha de quando encontrei uma antiga amiga de colégio da Júnia no ônibus, bati altos papos com ela e meses depois, quando ela veio aqui em casa comentei sobre nosso encontro no ônibus e ela disse que não tinha encontrado comigo e muito menos que estudava no colégio cujo uniforme eu disse que ela estava usando! Ou seja, nunca reconheço e quando “reconheço” é a pessoa errada!! Acho que ele ficou satisfeito com a explicação e me perdoou pela antipatia do dia anterior!

Alguns meses atrás, eu estava voltando da faculdade junto com alguns colegas, e na nossa frente iam duas meninas conversando. Uma hora percebi que uma delas olhava pra mim sem parar...e andavam um pouco e ela virava pra trás e olhava de novo... e quem disse que eu lembrava de alguma coisa? Resolvi rir, acenar com a cabeça e pronto, ela sorriu de volta e continuou andando... Assunto encerrado, comentei depois no trabalho, brinquei falando que meu sucesso era tanto que já estava sendo reconhecida nas ruas e o assunto foi esquecido.

Ontem fui a uma papelaria no centro da cidade com a Maria (minha colega de trabalho) e quando entramos veio uma vendedora toda sorridente atender a gente, dar beijinhos e tal, mas ela eu sabia que já tinha trabalhado no Salesiano, só não lembrava em que setor, mas conversei como se eu lembrasse de TUDO!! E ela contou que também estuda lá na faculdade e que já me viu por lá e papo vai, papo vem... ok...fomos embora e hoje de manhã:

— MARIAAAA!!! Foi ela que eu encontrei voltando da faculdade!

Além de descobrir (será?!) minha "fã" misteriosa, também descobri que ela trabalhou numa função diferente da que eu imaginei que fosse... hehehehe

Quem sabe um dia viro uma Miranda Priestly do filme “O diabo veste Prada” e tenho duas assistentes pra me acompanhar e falar discretamente de onde eu conheço cada pessoa...até lá, vou sorrindo e acenando pra todo mundo que me reconhece nas ruas e torcendo pra ninguém me perguntar “Oiiii!! Lembra de mim?!”